sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

EXIGIR SIM, MAS SEM EXAGEROS.

Como Psicopedagogo, tenho observado a forma como alguns pais chegam ao consultório trazendo medos e exigências que os impedem de transmitir a segurança necessária a seus filhos. Muitos, acredito, precisariam de uma terapia para poder entender e acompanhar seus pequenos sem causar, para ambas as partes, tanto estresse.
Algumas vezes comprovo que o problema em casa não parte dos filhos e sim, do comportamento inadequado e até exagerado de alguns pais, quando querem que seu filho seja sempre o melhor da turma, que tire sempre as melhores notas, que tenha a melhor caligrafia, que seja o primeiro a ser convidado para participar de eventos da escola, tudo isso vai lhe transformar num pai ou numa mãe frustrada, porque a perfeição não existe no nosso mundo. Conhecer seu filho, entendê-lo e saber suas limitações é imprescindível para educá-lo com maestria.   
Lembro-me de uma estória sobre uma criança com idade de cinco anos, que o pai, preocupado, levou até um consultório psicopedagógico porque até então, seu filho não sabia ler e a resposta da psicopedagoga foi categórica:
“-O senhor está preocupado por que? Tem um emprego para seu filho e ele precisa assinar a carteira de trabalho?”
É preciso respeitar as fases e os limites de cada criança. Porque Mariazinha chegou ao primeiro ano já sabendo ler alguma frase, não é certo que Joãozinho vai chegar lendo alguma palavra. Vai depender de muitos fatores e precisamos ter sensibilidade para entender e aceitar as respostas que a vida nos presenteia. Entretanto, eu costumo dizer que tanto Mariazinha como Joãozinho irão chegar à universidade. Talvez um chegue primeiro do que o outro, mas os dois chegarão. Pensando dessa forma, lembrei-me de um título de um livro de Barry Stevens que diz: “Não apresse o rio, ele corre sozinho”.
Não estou querendo dizer com isso, que precisamos deixar os estudos do nosso filho correr a revelia. Não é isso. Porém, precisamos ter paciência, sentarmos com eles para ajudar na lição de casa, acompanharmos sua agenda, aplaudir quando receber uma nota acima da média e incentivá-los a melhorar quando receber outra abaixa da média. É ganhando e passando confiança aos filhos, que iremos educar nossos meninos e meninas para a vida.


Pp. Hebert Ezequiel

Nenhum comentário:

Postar um comentário